Lembro quando comecei a ouvir rumores sobre este bar. Na Haddock Lobo, pertinho de casa… Porém, pensei: Ir a um bar para tomar refrigerante? Não rola!
Ledo engano. O Tubaína Bar é especialista quando o assunto é diversão, seja ela etílica ou não.
É um bar que remete totalmente a nossa infância — sim, lá é um barato, tudo leva a crer que você voltou no tempo. As paredes, com cartazes de refrigerantes antigos, e o mobiliário compõem o clima retrô. Duvido você dar uma rápida olhada e não achar aquela cadeira ou mesa que tinha na casa da sua avó. Você até vai achar que está lá.
Sou cervejeira assumida. Contudo, apesar do cardápio contar com chopp Bamberg que o Elvio tomou (cremoso e bem tirado, R$6,50) e cervejas Bamberg e Colorado (R$18,00), preferi provar a especialidade da casa: os drinks. E para começar a festa fui de “Eu Tenho a Força” (tubaína, xarope de melancia, vodka e Red Bull, R$16,00). Leve e docinho. Aprovei.
Como também sou curiosa, pedi o famoso Guaraná Jesus (aquele que bate fácil a Coca-cola no Maranhão, R$8,00). Doce (beeem doce) e fraco de sabor.
Enquanto bebericava um e outro, lia o cardápio em busca de porções. Como quase todas as opções me agradavam, pedi ajuda ao simpático e solícito garçon. Ele acertou em cheio na sua indicação.
Alguns minutos depois, chegou a mesa uma deliciosa porção de bolinhos de cuscuz recheado com frango e queijo (cinco unidades, R$15,00). Salpiquei algumas gotas de Tabasco e lá estava eu a comer umas das melhores porções de Sampa.
Na sequência, pedi as também famosas coxinhas de feijão. Para o meu paladar, não agradaram. Achei o recheio um tanto seco.
Mas isso pouco importou, porque o melhor ainda estava por vir: o cebiche (R$34,00). Seguindo a receita tradicional peruana, este peixe marinado em limão e especiarias foi servido com milho e batata doce. Com uma belíssima apresentação, surpreendeu-me pelo sabor na medida certa — leve, porém marcante. A batata doce equilibra a acidez do peixe, tornando-se assim companhia indispensável ao prato. Simplesmente, a melhor pedida dos últmos tempos!
Para acompanhar, o atencioso, gentil e polivalente Alex — responsável pela criação dos drinks e também gerente da casa — perguntou se gostaríamos de experimentar o também peruano “Pisco Sour” (limão, açucar, clara de ovo e angostura, R$20,00). Além de muito bem preparado e gostoso, foi a bebida ideal para harmonizar com o cebiche.
Para fechar em grande estilo, peça o bule de café (R$9,00). Ao ver o bule e as xícaras, você então terá certeza que está, sim, na casa da avó. Café mais do que suficiente para três pessoas, acompanhado de uma deliciosa fatia de bolo de cenoura com calda quente de chocolate. Foi a chave de ouro.
Devo dizer que amei o lugar. O Tubaína Bar é ideal para passar horas e horas agradabilíssimas com seus amigos, namorados e familiares. Lugar de comida boa, ótimo atendimento, drinks nota 10 e, pra completar, uma decoração pra lá de especial, pensada em cada detalhe. Deixe-se levar pela nostalgia e aproveite esta delícia, pois com certeza não é um bar que achamos em qualquer lugar, em qualquer esquina.
Data da Visita: 15/10/2011.
Tubaína Bar
http://www.tubainabar.com/
Rua Haddock Lobo 74
Baixo Augusta
01414-000 São Paulo, SP
Tel.: (11) 3129-4930














Dessa vez, tínhamos mais um cupom de desconto do
O guacamole continua espetacular. Suave, quase sem gosto de abacate. Os nachos, quentinhos e crocantes, eram a combinação perfeita. Em nada se assemelham aos Doritos que muitos restaurantes mexicanos tentam nos empurrar.
Sentimos falta, sim, do chili con carne (R$34,90 a porção). Em todas as nossas visitas foi o grande diferencial da casa. Como a porção não é pequena, deixamos para outra oportunidade.
Pra quem não conhece, o Restaurant Week promove jantares com entrada, prato principal e sobremesa a R$44,00. Boa pedida para conhecer lugares estrelados.
O creme de abóbora parecia um soufflé. Mistura interessante. Já o salmão nos deixava na dúvida de por onde começar a comer, dada a apresentação do prato. Por sobre a cama de salmão, uma crosta de waffle de batata servia de suporte para os champignons. Lindo e gostoso. Apenas achei o peixe um pouco salgado.
Como prato principal, fui de ravioli verde de linguado, acompanhado de fondue de alho-porró, pimenta verde e bottarga, enquanto a Fê preferiu experimentar a jambonette de pato, acompanhada de redução de cítrico, palet de batata e legumes. Definitivamente o ponto alto da noite foi o ravioli. A apresentação do prato fez jus à entrada. E, na boca, ahhh…
Uma explosão de sabores marinhos, rica e ao mesmo tempo suave. Já o pato, embora saboroso, não chegou aos pés de seu concorrente.

A carta de vinhos é enxuta e de preços bastante razoáveis. Optamos por Los Clop Cabernet Sauvignon (R$51,00). Não nos arrependemos.
O filet veio no ponto pedido: rosado para vermelho, derretendo na boca. Soberbo.


